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Yvonne Maggie / Claudia Barcelos Rezende (org.):
Raça como Retórica: A Construção da
Diferença
Civilização Brasileira
462 páginas
41,--
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RAÇA COMO RETÓRICA
reúne artigos de renomados antropólogos brasileiros e estrangeiros
sobre a questão da raça como base para a construção
de identidade.
As primeiras teorias sobre racismo no Brasil, baseadas nos estudos de Gilberto
Freyre, pregavam que a discriminação racial em nosso país
era diferente do resto do mundo - e principalmente dos Estados Unidos.
Acreditava-se que no Brasil, devido à miscigenação de
raças, o racismo era mais brando, quase inexistente. Com o tempo,
correntes paulistas de estudo demonizaram essas teorias. Pensadores como
Octavio Ianni e Fernando Henrique Cardoso acreditavam que o racismo no Brasil
era pior que os outros, por ser disfarçado. Como todos fingiam que
ele não existia, ganhou força, adquirindo grandes
proporções. Em RAÇA COMO RETÓRICA, Yvonne Maggie
e Claudia Barcelos Rezende apresentam novos rumos para as teorias sobre o
racismo no Brasil. À partir dos trabalhos reunidos no livro, conclui-se
que a forma de racismo existente no país é sim mais branda
que a existente nos Estados Unidos, porém é excluída
a idéia da inexistência do mesmo no país.
RAÇA COMO RETÓRICA é uma reunião de trabalhos
de pesquisadores brasileiros e estrangeiros participantes do Programa Raça
e Etnicidade, apoiado pela Fundação Rockefeller e desenvolvido
no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal
do Rio de Janeiro de 1994 a 1997. A pesquisa que originou esses artigos foram
realizadas no Brasil, em Moçambique, em Cabo Verde e na África
do Sul.
Os trabalhos organizados no livro refletem sobre questões históricas
e teóricas, tendo como objetivo retomar o debate sobre a idéia
de raça na atualidade. Através dos debates travados no livro
será possível construir um panorama das novas utopias e armadilhas
do mundo contemporâneo.
Os pesquisadores, cada um à sua maneira, refazem perguntas clássicas
sobre a construção social da idéia de raça e
de diferença e concluem que a teia da alteridade é tecida com
a utilização de muitas retóricas.
Finalmente, mas não em último lugar, RAÇA COMO
RETÓRICA repensa o mito da democracia racial por meio de uma perspectiva
comparativa com outras sociedades que, diferentemente da brasileira, erigiram
mitos forjados na separação e na oposição.
(informação da editora) |
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Cláudia Barcellos Rezende é professora do
Departamento de Ciências Socias da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ).
Yvonne Maggie é professora titular do Departamento de Antropologia
do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ). |
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