Com uma história ambientada nos bastidores da cultura erudita de São
Paulo, Patrícia Melo abre novos caminhos em seu universo narrativo,
trazendo para o centro da trama as perturbações afetivas de
um maestro apaixonado por uma mulher trinta anos mais nova.
Marie é uma violinista judia que, interessada pela cultura e pelas
origens de seu povo, recorta notícias de jornal sobre o conflito no
Oriente Médio. Uma crise de ciúme convulsiona o relacionamento
entre os dois. A natureza do sentimento do maestro por Marie é confusa:
ele suspeita que ela teve um caso com Sandorsky, um colega que a violinista
conheceu em recente visita a Israel.
Gustav Mahler, judaísmo, amores frustrados, sexo, psicanálise,
crise no Oriente Médio, miséria existencial, a vida em São
Paulo, os bastidores de uma orquestra e ímpetos suicidas - a matéria
de que Valsa negra se compõe é a própria polifonia da
vida contemporânea.
(informação da editora) |