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Mário de Carvalho:
Fantasia para dois coronéis e uma piscina


Caminho
228 páginas

Desde 1995 que Mário de Carvalho não publicava um romance. Nesse ano o autor publicou, como sempre na Caminho, Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre o Assunto, e de então para cá apenas publicou teatro e contos.

Mas a espera foi produtiva, como praticamente toda a crítica assinala:

Francisco José Viegas escreve, na «Grande Reportagem»: «Mário de Carvalho escreveu um dos seus livros mais divertidos, que é também um retrato impiedoso do país actual. Felizmente, foi publicado antes de 31 de Dezembro, o que vem melhorar o panorama literário.»

Pedro Mexia, no «Diário de Notícias», começa por afirmar: «Valeu a pena esperar oito anos por um novo romance de Mário de Carvalho. O sucessor de Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre o Assunto (1995) chama-se Fantasia para Dois coronéis e uma Piscina e foi provavelmente o melhor romance português publicado em 2003.» E, depois de explorar extensamente os diversos aspectos do livro, com uma empatia pelo texto pouco usual na crítica literária — «Nada, nestas 200 e tantas páginas, é mau ou desinteressante» —, Pedro Mexia conclui: «Porque neste livro estamos sempre solidamente no domínio do literário, mesmo se com uma espantosa atenção ao mundo. Não me lembro de nenhum outro romance que mencione Petrónio e o AKI. Coisa rara na ficção portuguesa, cada página provoca o desejo da releitura: mas da releitura imediata, para saborear a prosa, a graça e a inteligência. Este é um livro brilhante, com momentos geniais. Portugal não tem uma dezena de escritores assim. Por favor, estimem-nos.»

Por sua vez, António Guerreiro escreve no «Expresso»: «A história dos dois coronéis faz-nos rir porque há nela aspectos paródicos e há também uma acumulação de elementos heteróclitos: o verosímil e o inverosímil, o real e a fantasia, a anedota e a argumentação sábia, a imitação de discursos e a pura virtuosidade verbal». E conclui: «Se quisermos estabelecer a genealogia deste romance de Mário de Carvalho temos de saltar por cima do século XIX, pôr entre parênteses a experiência do romance moderno, e regressar a um momento anterior de maior liberdade tanto na composição como na inclusão de materiais narrativos. Esta Fantasia para Dois coronéis e uma Piscina traz consigo, mesmo que de maneira remota, o riso de Rabelais e a liberdade narrativa de Tristram Shandy, de Sterne. Mantém, é certo, o recuo irónico próprio de quem está sempre a colocar-se num plano de segundo grau, metanarrativo. Mas esse é um dos componentes do "jogo" que, no seu apelo à irrisão, lembra o latino preceito: ridendo castigat mores»

Fantasia para Dois coronéis e uma Piscina saiu a meio de Novembro 2003, com uma primeira tiragem de 10000 exemplares, que se encontra já esgotado no armazém da Caminho. Já em Janeiro uma nova edição chegará às livrarias.

informação da editora

Todos os livros e CDs apresentados na novacultura estão disponíveis na Alemanha através do TFM-Centro do Livro e do Disco de Língua portuguesa: http://www.TFM-online.de

Mário de Carvalhonasceu em Lisboa, em 1944. Licenciou-se em Direito, em 1969. O serviço militar foi interrompido por prisão em Caxias e, posteriormente, em Peniche, por actividade política contra a ditadura, ainda nos tempos de estudante. Mais tarde exilou-se em França e na Suécia. Regressa após o 25 de Abril de 1974.
Vários dos seus livros foram traduzidos no estrangeiro: A Paixão do Conde de Fróis, Os Alferes, Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre o Assunto, Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde.


Livros disponíveis do autor:

Contos da Sétima Esfera (1981)

– Casos do Beco das Sardinheiras
(1982)

– O Livro Grande de Tebas
Navio e Mariana  
(1982)

– A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho
 (1984)

– Fabulário
(1984)

–  
E se tivesse a bondade de me dizer porquê,
(com Clara Pinto Correia, 1986)

A Paixão do Conde de Fróis
(1986)

– Os Alferes
(1989 )

Quatrocentos Mil Sestércios seguido de O Conde Jano (1991)

– Água em Pena de Pato
(Teatro, 1992)

– Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde
(1994)

– Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre o Assunto
(1995)

Se Perguntarem por Mim, Não Estou
seguido de Haja Harmonia
(1999)

Contos Vagabundos
(2000)

Apuros de Um Pessimista em Fuga
(1999)

– Fantasia para Dois Coronéis e Uma Piscina
(2003)


In deutscher Übersetzung:

Der unglaubliche Krieg in der Avenida Gago Coutinho / A Inaudita Guerra na Avenida Gago Coutinho. Übers. von Albert von Brunn, TFM-Verlag 1997

Wir sollten mal drüber reden, Klett Cotta, 1997 (vergriffen)

Die Verschwörung des Rufus Cardilius, 1999 (vergriffen)



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