Paulo Francis
Trinta Anos Esta
Noite
300 páginas
Francis 2004 |
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«O 1964 fez de mim, da minha geração, homens
adultos. vivíamos de ilusões, nos imaginando senhores do Brasil
de que gradualmente tomávamos posse. Escapuliu, não é
de ninguém, é o que quisermos fazer de nossas vidas. Nos
esforçamos, contra a corrente, que nos traz incessantemente para o
passado. Vemos a luz verde, o futuro orgiástico, que ano a ano refluiu,
sempre elusivo, sempre ao nosso alcance, intangível, até que
no meio de uma frase nos dêem um ponto final
»
Este é um relato pessoal do 1° de abril de 1964 e de como o Brasil
chegou até aí, escrito exatos 30 anos depois da data em que
os militares tomaram as ruas e o poder. Paulo Francis participou como jornalista
e conheceu algumas pessoas que tiveram bastante a ver com aquele desfecho.
Perguntou a amigos sobre nomes, ocorrências e alguns dados de que se
sentia incerto de memória. Fez algumas referências ao período
pós-1964, porque achou pertinentes, mas o evento que o interessa é
o antes e o durante. Dez anos depois de escrito, no 40° aniversário
deo golpe militar, este livro continua atual - de uma atualidade trágica:
o grande futuro permanece imlpausível e o país, sicilianamente,
só muda para que nada venha a mudar. |
- informação da editora - |
Todos os livros e CDs apresentados na novacultura estão
disponíveis na Alemanha através do TFM-Centro do Livro e do
Disco de Língua portuguesa:
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| Paulo Francis (Franz Paulo Trannin da Matta
Heilborn) nasceu em 1930, no Rio de Janeiro. Ator na juventude, iniciou sua
carreira jornalística em 1957, exercendo primeiro a crítica
teatral e depois o jornalismo político e cultural. Em 1969, foi um
dos fundadores do Pasquim, semanário que renovou a linguagem
da imprensa brasileira. No ano seguinte, depois de quatro prisões,
mudou-se definitivamente para os Estados Unidos. Em 1975, tornou-se
correspondente da Folha de São Paulo em Nova York e, em 1977,
criou sua famosa coluna Diário da Corte. Em 1990, levou-a para O
Estado de S. Paulo e O Globo, ao mesmo tempo que ampliava sua
audiência, fazendo comentários nos telejornais da TV Globo e
no programa Manhattan Connection. Publicou as ficções
Cabeça de papel, Cabeça de Negro e Filhas
do segundo sexo, as memórias O afeto que se encerra e
Trinta anos esta noite, além de coletâneas de artigos
e ensaios, deixando romances e contos inacabados. Morreu no auge da carreira,
em fevereiro de 1997, em Nova York. |
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