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o silêncio
com suas equações
de estrelas
abre os portais
da madrugada

sob os olhos atentos
do infinito
um quarto de lua
empresta a partitura
ao galo

 


 
       

       
     
   

 


às vezes me desespero
e cometo absurdos

às vezes simplesmente
fico mudo

não sei de onde vim
nem porque assim
me desnudo

(* * *)

suicídio lento
na mobília da alma
os versos que invento

(* * *)

ruído d'água
no rio nascente
música dos peixes

(* * *)

ploft


escrever poesia
algumas vezes
é como jogar pedra
em açude

as ondas se formam
e a gente descobre
que aquilo não é
poesia

é física

 


 
       
       
     
   

 


nore demoi nhod as ru as
me usp assos
insis tem emna da etud dotudo

t udotud o
emme ucrân iof icaexp ostoaos
p eda ç os

 


 
       
       
     
   

 


todo dia substituo um
cidadão de jeans san
dálias e cabelos gris
por um martelo e prego
sílabas no
branco da folha branca

cada pan cada
uma plêiade de me
mória e lixo

todo dia
revelo o bêbado ocioso
que nada
nada
nada
e sempre é um rosto e
um nome ensacado em
minha pele

 


 
       
       
     
   

 


ai de mim
com essa figueira crescendo dentro
sem saber direito o momento da poda
ou da colheita

ai de mim
que não entendo de árvores que não com
preendo direito o que elas dizem o que fa
zem como agem na hora do corte e
depois
na transcendência das figueiras

nem sei se a casca
grossa no caule leitoso
com o tempo terá uma
fibra impermeável

ai de mim
que percorro a mansidão invisível
como um galo cumprindo o ofício
das manhãs

 


 
       
       
     
   

 


ando
na verdade
caminhando pela infância

brincando de subir nas árvores e
descobrir o horizonte um pouco
mais longe

nas horas vastas
escrevo versos

nada que seja tão mais
importante que carregar caixotes
na cabeça e despejá-los em algum
buraco de origem nãos abi da

 


 
       
     
   
   

 


o poema
é sempre um espetáculo
um pouco mais denso

vem de um tempo
longino
onde a memória perdia
o nome das coisas

e as pessoas eram
montarias do futuro

Poemas dos livros Sem meias palavras, O guardador de sorrisos e Texto sentido.
 


 
       

 

     

 


Lau Siqueira
Nasceu em Jaguarão, RS, em 21/03/1957 e atualmente reside na Paraíba.
Divulga seus poemas em sites, blogs, revistas, jornais, suplementos e fanzines literários. Publicou 3 livros: O comício das veias (Ed. Idéia, 1993), O guardador de sorrisos (Ed. Trema, 1998) e Sem meias palavras (Ed. Idéia, 2002). Tem poemas na antologia Na virada do século  poesia de invenção no Brasil (Ed. Landy-SP, 2002), organizada por Frederico Barbosa e Cláudio Daniel. Nos últimos anos tem publicado poemas no Livro da Tribo, Editora Tribo-SP.

Nos últimos meses tem publicado seus textos com exclusividade no blog
Poesia Sim,
www.lausiqueira.blogger.com.br
.

http://www.secrel.com.br/jpoesia/lsiqueira.html


© Lau Siqueira 2004


nova cultura (issn 1439-3077) www.novacultura.de
© 2002 Michael Kegler, sternstraße 2, 65719 hofheim / novacultura@gmx.de

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