Ondjaki
Quantas madrugadas tem a
noite
200 páginas
Editorial Caminho 2004 |
Zwei Menschen an einem Biertisch in Luanda. Einer hat Durst, der andere Geld.
Ein Bier, eine Geschichte, beim nächsten Bier ist die Geschichte bereits
um einige pittoreske Details reicher. Am Ende der Nacht regnet es in Luanda,
Erzähler und Zuhörer wanken nach Hause und ihr anfangs auf tragische
Weise verstorbene Protagonist AdolfoDido ist entnervt über die
Komplikationen um seine Beerdigung wieder auferstanden.
Ondjaki, immer noch jüngstes Multitalent der angolanischen (und
portugiesischsprachigen) Literatur zieht in seinem zweiten Roman alle Register
einer volkstümlichen Imagination im 21. Jahrhundert und entwirft
ein absurd-realistisches Panorama seiner Heimatstadt Luanda, für das
die Rahmenhandlung eines sich betrinkenden Geschichtenerzählers nur
allzu geschaffen ist.
Und auch sprachlich ist der Roman ein Meisterwerk, dem es gelingt, die von
Doppelbedeutungen und spielerischen Neologismen durchsetzten Alltagssprache
Luandas in eine literarische Form zu gießen. |
Michael Kegler
E se um morto (chamado AdolfoDido) se fartasse de estar
uma semana à espera de ser enterrado?
E se duas mulheres (DonaDivina e KiBebucha) disputassem o parentesco
do recém morto, para que fossem consideradas as primeiras Viúvas
do Estado Angolano?
E se um anão (chamado BurkinaFaçam) tivesse uma frota
de candongueiros e atropelasse um miúdo de rua (chamado
PisaComJeito)?
E se um albino (chamado VenhoJaí) fosse perseguido por ter
um líquido na cabeça que cura a Sida?
E se o ANÃO pedisse ao albino para fingir que é o fundador
do Sindicato Nacional de Prostitutas?
E se uma mais-velha (chamada KotaDasAbelhas) gerisse um negócio
de venda mel, e se ela própria vivesse numa casa dando ordens a abelhas
para trabalharem para ela?
E se um cão (chamado mesmo CÃO) vivesse na casa da
KotaDasAbelhas na sala grande da casa e fosse uma espécie de
CãoMistério que não se pode sequer mirar?
E se um homem não tivesse dinheiro para beber mas tivesse muita
sede e lhe contasse uma estória em troca de algumas cervejas, VOCÊ
ACEITAVA?
E se chovesse o tempo todo e se o morto fosse ralhado em plena missa
de corpo ausente e se isto tudo se passasse em LUANDA
VOCÊ QUERERIA SABER O RESTO? |
Todos os livros e CDs apresentados na novacultura estão
disponíveis na Alemanha através do TFM-Centro do Livro e do
Disco de Língua portuguesa:
http://www.TFMonline.de |
Ondjaki wurde 1977 in Luanda geboren, studierte Soziologie,
spielte Theater und bestritt zwei eigene Kunstausstellungen, bevor er 2000
sein erstes Buch Actu Sanguíneo, vorstellte, dar mit einer
"Menção Honrosa" des renommierten Prémio António
Jacinto erhielt.
Seither veröffentlichte Ondjaki den Erzählband Momentos de Aqui
(2001), Bom Dia, Camaradas (Roman,
2001), Há Prendisajens com o Xão
(Gedichte, 2002), O Assobiador
(Roman, 2002), Quantas Madrugadas tem a Noite (Roman, 2004),
Ynari a Menina das Cinco Tranças (Kinderbuch 2005). Seine
jüngste Veröffentlichung, der Erzählband E se
amanhã o medo wurde mit dem angolanischen Prémio Sagrada
Esperança ausgezeichnet.
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de ondjaki:
essa palavra margem

a libélula
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