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Alzira Espíndola:
Ninguém pode calar


Dáblju/Eldorado 2001
DM 38,--

Ninguém pode calar tem como objetivo apresentar composições de Maysa na interpretação de Alzira Espíndola. A idéia não é fazer um resgate e sim um mergulho numa obra pouco valorizada até pela própria autora.

A verdade é que apesar de sucessos como "Meu mundo caiu" e "Ouça" Maysa não considerava-se compositora e nunca preocupou-se em fazer um registro significativo de suas canções. Porque? questiona Alzira. E foi justamente o desdém da compositora Maysa que despertou o desejo da intérprete Alzira.

Apaixonada desde sempre por sua mística transgressora foi com espanto que Alzira Espíndola descobriu que num acervo de aproximadamente 24 composições, apenas 12 encontravam-se acessíveis no mercado.

Numa época de revisões esse trabalho diferencia-se pela fusão de elementos que propõe. Estamos basicamente diante de uma compositora interpretando outra. A dor de cotovelo, o abandono, o desprezo e a vingança, temas recorrentes em Maysa manifestam-se nesse Cd de forma mais contundente e delicada, livre de modismos. O circo trágico da banalidade humana soa acima de tudo como paixão. A emoção de Maysa aflora na voz de Alzira sem nenhuma maquiagem. A dor aqui não rima com flor, ela dói e muito! E atinge a todos mais cedo ou mais tarde. É a eterna falta. A saudade que não passa. A fome que não se sacia. O sonho que amanhece todo dia sem terminar. A felicidade infeliz que nos define.

Interpretar Maysa significa recuperar um momento de transgressão feminina. Para enfrentar esse desafio, Alzira lança mão de sua próprias ousadias explorando os graves de uma nova maneira, descobrindo afinidades, coincidências, encontros. A perspectiva é interiorizada, como na antropofagia, uma se alimenta da outra. A influência da vanguarda nesse caso torna-se apenas mais um recurso de interpretação. Os arranjos inusitados e o próprio diálogo entre violão e a guitarra transportam para a música toda cumplicidade que se estabeleceu entre as duas.

Maria Luiza Fontenelle


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