|
|
 |
Ruy Castro:
Bilac vê estrelas
Companhia
das Letras
152 páginas
DM 36,50 |
No começo desta
história, que se passa no Rio de Janeiro, no início do século
XX, Olavo Bilac está em seu posto de observação na
calçada da célebre Confeitaria Colombo. De repente, uma manchete
gritada por um jornaleiro interrompe os seus pensamentos: um negro encontrado
morto em Paquetá pode ser o jornalista da Abolição
José do Patrocínio, grande amigo de Bilac. Por causa disso,
ele se mete numa trama envolvendo um fabuloso dirigível, inventado
por Patrocínio e objeto da cobiça de dois aeronautas franceses
e de uma traiçoeira espiã portuguesa.
O cenário e a época de Bilac vê estrelas são reais:
boa parte da história se passa nas ruas do Rio durante a agitada Belle
Époque carioca, e os personagens também são de carne
e osso. Mas o documentário é só o pano de fundo para
a ficção. Em meio aos arranca-rabos desse caso hilariante de
espionagem industrial, Ruy Castro faz Bilac ser atacado na cama pela bela
e tórrida portuguesa, deixa-o para morrer desacordado num hangar em
chamas, obriga os bandidos a fugir numa charrete em disparada pela rua do
Ouvidor, e tudo isso durante a vinda de Santos-Dumont ao Brasil.
Bilac vê estrelas é quase uma chanchada, quase uma
comédia-pastelão à brasileira. Em sua estréia
na literatura, Ruy Castro revela-se um ficcionista que, como seus leitores
já sabiam, é um especialista em bom humor |
|
 |
mais
literatura brasileira na
nova cultura:
|
|
|
|
nova
cultura (issn 1439-3077)
www.novacultura.de
© 2001 Michael
Kegler, sternstraße 2, 65719 hofheim /
novacultura@gmx.de
TFM-Zentrum für Bücher und Schallplatten
in portugiesischer Sprache
www.tfm-online.de
disclaimer
/
Haftungsausschluss
|
|