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Carlos Drummond de Andrade:
Antologia Poética


Record
416 páginas,

DM 43,--



Com novo projeto gráfico e prefaciada pelo consagrado poeta Marco Lucchesi, ANTOLOGIA POÉTICA, de Carlos Drummond de Andrade, traz uma coletânea de poesias organizada, na década de 1960, pelo próprio Drummond. O livro é o espelho fiel de seu trabalho, atestando sua crença fervorosa «na beleza da palavra e no texto elaborado com arte». ANTOLOGIA POÉTICA faz parte do projeto de reedição das obras do poeta, que a Editora Record lançou para o início das comemorações do centenário de nascimento do poeta, em 2002. A idéia é que toda a obra de Drummond esteja com nova roupagem e totalmente revisada para o evento.

Ao organizar ANTOLOGIA POÉTICA, Carlos Drummond não teve em mira, propriamente, selecionar poemas pela qualidade, nem pelas fases que acaso se observem em sua carreira poética. Cuidou antes de localizar, na obra publicada, certas características, preocupações e tendências que a condicionam ou definem, em conjunto. A antologia lhe pareceu assim mais vertebrada e, por outro lado, espelho mais fiel. Os textos foram distribuídos em nove seções, cada uma contendo material extraído de diferentes obras, e dispostos segundo uma ordem interna. O leitor encontrará assim, como pontos de partida ou matéria de poesia: 1) O indivíduo; 2) A terra natal; 3) A família; 4) Amigos; 5) O choque social; 6) O conhecimento amoroso; 7) A própria poesia; 8) Exercícios lúdicos; 9) Uma visão, ou tentativa de, da existência. Algumas poesias caberiam talvez em outra seção que não a escolhida, ou em mais de uma.

Um poeta de alma e ofício. Assim era Carlos Drummond de Andrade, mineiro nascido no ano de 1902 em Itabira («Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro» - confessou anos mais tarde em Confidência do Itabirano). Os anos de formação foram marcados pela mudança de escola e uma expulsão do Colégio Anchieta, em 1919: «A saída brusca do colégio teve influência enorme no desenvolvimento dos meus estudos e de toda a minha vida. Perdi a Fé. Perdi tempo. E sobretudo perdi a confiança na justiça dos que me julgavam,» dizia. Dois anos depois, já em Belo Horizonte, teve seus primeiros trabalhos publicados no Diário de Minas. Em 1923, matriculou-se na Escola de Odontologia e Farmácia, formando-se em 1925. Mas, para o novo profissional, Drummond já tinha um destino: «Fico apenas na moldura/ do quadro de formatura.» No mesmo ano, casou-se com Dolores Dutra de Morais, companheira de toda a vida. Em 1926, passou a lecionar geografia no interior, mas logo voltou a Belo Horizonte como redator de jornais «oficiais e oficiosos», entre eles o Diário de Minas e o Minas Gerais. No mesmo ano do nascimento de sua filha Maria Julieta, publicou na Revista de Antropofagia o poema «No meio do caminho», provocando furor no meio literário. Mais tarde, declararia: «... sou autor confesso de certo poema, insignificante em si, mas que a partir de 1928 vem escandalizando meu tempo, e serve até hoje para dividir no Brasil as pessoas em duas categorias mentais». O primeiro livro, Alguma poesia, foi lançado em 1930. A publicação de Brejo das Almas, quatro anos depois, coincidiu com a mudança para o Rio de Janeiro, onde assumiu um cargo no gabinete de Gustavo Capanema, então ministro da Educação e Saúde Pública. Em 1940, publicou Sentimento do mundo, seguido de A rosa do povo e O gerente, em 1945. Conciliando as atividades de funcionário público com a de jornalista, colaborou no suplemento literário do Correio da Manhã e na Folha Carioca. Na década de 40, já consagrado como poeta, publicou Poesia até agora e voltou a escrever no Minas Gerais. Os anos 50 foram marcados pela publicação de obras importantes, como Claro enigma, Viola de bolso, Fazendeiro do ar & Poesia até agora e Fala, amendoeira. Em 1962, aposentou-se do funcionalismo público. No ano seguinte, recebeu os prêmios da União Brasileira de Escritores e do Pen Club do Brasil por Lição de coisas. Ao deixar o Correio da Manhã, em 1969, Drummond passou a colaborar no Jornal do Brasil, escrevendo uma coluna que se tornaria referência no jornalismo brasileiro. Assinou, em 1984, contrato com a Editora Record, após 41 anos na José Olympio, estreando na nova casa editorial com Boca de luar e Corpo. Após 64 anos dedicados ao jornalismo, decidiu encerrar a carreira de cronista regular. Em 17 de agosto de 1987, o poeta faleceu, deixando cinco obras inéditas: O avesso das coisas, Moça deitada na grama, Poesia errante, O amor natural e Farewell.

(informação da editora)

Veja também:
Contos de Aprendiz


Carlos Drummond de Andrade na internet:
carlosdrummond.com.br


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