CONTOS DE
APRENDIZ de Carlos
Drummond de Andrade ganha nova edição, dessa vez prefaciada
por José
Castello. Essa
edição, com
novo projeto
gráfico, faz
parte das comemorações do centenário de nascimento do
poeta, que faria 100
anos em 2002.
O livro remexe em
lembranças da infância do poeta, passando
muitas vezes a falsa
impressão de um livro de memórias. As histórias
reunidas em CONTOS
DE APRENDIZ parecem simples, por vezes quase
ingênuas, contudo,
permitem a fantasia e estimulam o imaginário.
»Exercem uma
relação franca como mundo, mexendo com os encantos da
memória para
desencantá-los e permitir que eles se mostrem como o que de
fato são:
mitos«, revela Castello.
CONTOS DE APRENDIZ
foi publicado quando
o autor já estava próximo dos 50 anos. Até então,
o poeta mineiro nunca
tinha se aventurado como contista e já havia publicado seus livros
mais importantes -
Alguma Poesia e Sentimento do Mundo - que o
consagraram como um
dos maiores poetas brasileiros.
Segundo Castello, apesar
de Drummond ter se intitulado um aprendiz no
ramo dos contos, não
se referia, contudo, a uma iniciação. Drummond já
havia publicado alguns
textos em prosa e na poesia já era um mestre.
Mais tarde, o poeta daria
continuidade à sua experiência com a prosa, publicando um livro
de crônicas em 1951, mesmo ano em que publica
Claro
Enigma - um de
seus livros de poemas mais celebrados.
Castello define Drummond
como um »poeta anti-retórico, que se
aproxima da realidade
com uma atitude de dúvida, de delicadeza mas
também de
ceticismo, temperados com uma ironia doce e um humor
benevolente de
sábio.« Se tratando de Drummond, a poesia é algo que
extrapola o gênero
poético, podendo se revelar em qualquer parte, mesmo
em contos delicados
e de aparência despretensiosa, mas fortes, como os
de CONTOS DE APRENDIZ.
(informação
da editora)
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