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Jaguar:
Confesso que bebi: Memórias de um Amnésico
Alcoólico
160 páginas
Record
DM 38,--
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Escrito e ilustrado por
ninguém menos que Jaguar, este livro não é um guia
convencional de bares. CONFESSO QUE BEBI: MEMÓRIAS DE UM AMNÉSICO
ALCÓOLICO foi produzido a partir de lembranças de fatos e de
conversas jogadas fora em torno de rodelas de chope, copos e garrafas, que
sempre balizaram a vida do chargista, desde anos tão verdes quanto
licor de menta. CONFESSO QUE BEBI é também um guia cultural
de um Rio de Janeiro que insiste em manter a aura de boêmia, mesmo
com todos os problemas socioeconômicos.
Um schnitt com muita pressão e um underberg. Como qualquer grande
bebedor sabe, este é um bom começo, portanto a abertura preferida
de Jaguar em suas jornadas de bar em bar. CONFESSO QUE BEBI é uma
espécie de roteiro afetivo dos bares da cidade, de casas chiques a
simpáticos pés-sujos, mas, sendo Jaguar quem é, pode
ser visto também como uma autobiografia: afinal, foi nestes ambientes
que o autor passou grande parte de sua vida.
Jaguar é um profissional. Tem muita gente que só conhece o
du-du de ouvir falar. Jaguar não: é amigo íntimo.
Freqüentou lugares como o Cabaré dos Bandidos, em Caxias, o Poleiro
dos Galetos, o Bunda de Fora original e vários homônimos, botequins
da Central do Brasil, clássicos como a Fiorentina 1, o Paladino, o
Bar Luiz, o Adônis, o Bracarense, o Petisco da Vila. Tem quase tanto
tempo de casa no Bar Brasil quanto o mais velho dos garçons.
Como o bom bebedor não bebe só, CONFESSO QUE BEBI é
também uma crônica que tem como personagens boa parte da arte
e cultura cariocas. Pois Jaguar, envelhecido em barris de várias
procedências, bebeu com gente como Madame Satã, Hugo Carvana,
Tom Jobim, Paulo César Peréio, José Lewgoy, Paulo
Casé, João Ubaldo, Nássara, João do Vale, Antonio
Pedro, Carlinhos de Oliveira, Paulo Mendes Campos, Lúcio Rangel,
Roniquito, Nelson Cavaquinho e Carlinhos Niemeyer. Todos eles concorrentes
de peso.
O roteiro que Jaguar propõe começa na Gávea, passa pelo
Leblon, por Ipanema, Copacabana, centro da cidade, chega a Vila Isabel e
Maria da Graça, para depois esticar em Corrêas, Itaipava, Parati
e até mesmo São Paulo, onde ele conseguiu encontrar na Freguesia
do Ó um colecionador das melhores cervejas importadas e fez o
cardápio do consulado carioca em São Paulo, o bar Pirajá.
Amnésico alcoólico de ótima memória e texto
calibrado, Jaguar é a prova de que o fígado é antes
de tudo um forte, felizmente o mais resistente de nossos órgãos.
A saideira, e passa a régua.
(Informação da editora)
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Chargista em atividade
desde 1955, a biografia de Jaguar, nascido num 29 de fevereiro de
1932, marca a história do humor brasileiro. Um dos fundadores da revista
Senhor e do Pasquim, com trabalhos em dezenas de publicações,
editou o diário carioca A Notícia. Jaguar apresentou programas
na TV Educativa do Rio e foi editor da revista Bundas. Ex-funcionário
do Banco do Brasil, onde trabalhou (e bebeu) com Sérgio Porto, capitaneava
com Albino Pinheiro e outros boêmios históricos a Banda de Ipanema.
Atualmente faz charges e crônicas em O Dia.
(Edições Record) |
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